IGP-10 de dezembro registra leve alta e indica inflação mais moderada em 2025, aponta FGV
Índice Geral de Preços sobe 0,04% em dezembro após desaceleração ao longo do ano
O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou alta de 0,04% em dezembro de 2025, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (15). O resultado mostra uma pressão de preços mais moderada em relação a novembro, quando o indicador havia subido 0,18%.
O IGP-10 é um dos principais índices usados para acompanhar a evolução dos preços na economia brasileira, medindo variações nos preços desde matérias-primas até bens e serviços finais durante o período de 11 de novembro a 10 de dezembro
Componentes do índice e comportamento dos preços
O resultado geral foi influenciado pelos três componentes do IGP-10:
- O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10), que representa grande parte do índice e mede preços no atacado, caiu 0,03% em dezembro, após alta em novembro.
- Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) avançou 0,21%, repetindo a elevação registrada no mês anterior, sustentado por itens como passagem aérea e energia elétrica, que tiveram aumentos significativos no período.
- O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10) subiu 0,22%, indicando que o custo de construção também contribuiu para a inflação do índice, ainda que de forma mais branda que em novembro.
Analistas ressaltam que a elevação tímida do IGP-10 em dezembro coincide com a trajetória de desaceleração da inflação ao longo de 2025, com o índice acumulando queda no ano ante o desempenho mais elevado observado em 2024.
Importância do IGP-10 para a economia
O IGP-10 é utilizado pelo mercado financeiro, empresas e governos como referência para ajustes de contratos e projeções econômicas por refletir o movimento de preços em diversas fases da economia. A base de cálculo do índice considera preços coletados entre 11 do mês anterior e 10 do mês de referência, o que o torna relevante para antecipar tendências de inflação antes da divulgação do IGP-M, mais amplamente usado em contratos de aluguel e ajustes financeiros.
Com a leve alta de dezembro e o comportamento dos seus componentes, o IGP-10 reforça a percepção de que a inflação no Brasil encerra o ano de 2025 em um patamar mais controlado, apesar de pressões pontuais em determinados grupos de preços.
