Cidasc lidera exportações e fortalece a defesa agropecuária em 2025

Técnica da Cidasc orienta produtor rural durante fiscalização sanitária em propriedade pecuária, com verificação de documentos e manejo dos animais.
A orientação ao produtor rural é uma das bases do trabalho da Cidasc. Foto: Reprodução – Ascom/Cidasc

Em 2025, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) consolidou sua atuação técnica e estratégica ao impulsionar exportações recordes de proteínas animais, ampliar ações de defesa agropecuária e fortalecer a sanidade animal e vegetal, com impactos diretos na economia, na saúde pública e na competitividade do agronegócio catarinense.

Um dos resultados mais expressivos do ano foi o desempenho das exportações de proteínas animais. Santa Catarina embarcou 2 milhões de toneladas, gerando US$ 4,5 bilhões em receitas, o maior valor já registrado na série histórica.

Do total exportado, 1,20 milhão de toneladas de carne de frango resultaram em US$ 2,45 bilhões, enquanto 748,8 mil toneladas de carne suína somaram US$ 1,85 bilhão. Os produtos catarinenses chegaram a mais de 150 países, incluindo mercados altamente exigentes como Japão, China e Filipinas, resultado diretamente associado à solidez do sistema de defesa sanitária executado pela Cidasc.

Galpão de avicultura com grande número de frangos de corte, equipados com comedouros e bebedouros automáticos, em sistema de produção comercial em Santa Catarina.
As condições sanitárias consolidaram Santa Catarina como exportadora de carnes de aves e suínos. Foto: Reprodução – Ascom/Cidasc

Sanidade animal e proteção dos rebanhos

As ações de vigilância, prevenção e controle de doenças foram intensificadas em 2025. Ao longo do ano, a Cidasc realizou mais de 413 mil fiscalizações em defesa sanitária animal e emitiu 1,38 milhão de Guias de Trânsito Animal (GTA), fundamentais para o controle seguro do deslocamento dos animais.

Santa Catarina manteve destaque nacional no controle da brucelose e da tuberculose, com 886,7 mil exames realizados e 3.325 propriedades certificadas como livres dessas doenças, protegendo a saúde pública e agregando valor à produção. Como política de apoio ao produtor, o Governo do Estado indenizou integralmente os abates sanitários pelo Fundo Estadual de Sanidade Animal – Fundesa, com R$ 15,4 milhões pagos em 2025, garantindo a continuidade da produção.

A atuação preventiva da companhia também foi decisiva para que o Estado se mantivesse livre da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) na produção comercial, mesmo com o vírus em circulação em outras regiões da América do Sul.

Inspeção, certificação e segurança dos alimentos

Em 2025, a Cidasc avançou na inspeção e certificação de produtos de origem animal. Quatorze novas agroindústrias catarinenses foram habilitadas no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA), totalizando 147 empresas aptas a comercializar em todo o território nacional.

Profissionais realizam inspeção sanitária em frigorífico, com carcaças bovinas penduradas para avaliação, seguindo protocolos de controle e segurança alimentar.
A Cidasc atua na execução do Serviço de Inspeção Estadual (SIE). Foto: Reprodução – Ascom/Cidasc

No mesmo período, foram concedidos 145 novos Selos ARTE, chegando a 408 certificações, valorizando a produção artesanal e ampliando oportunidades de mercado. A intensificação das ações do Departamento Estadual de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Deinp) reforçou o combate às fraudes alimentares, a segurança dos alimentos, a concorrência leal e a proteção dos consumidores.

Defesa sanitária vegetal e rastreabilidade

Na defesa sanitária vegetal, a Cidasc consolidou o status fitossanitário de Santa Catarina, essencial para cadeias estratégicas como maçã, banana, uva, arroz e hortaliças. Foram realizadas mais de 3.900 inspeções de armadilhas, 1.565 levantamentos fitossanitários e emitidas 68.785 permissões de trânsito vegetal, assegurando segurança ao comércio interno e às exportações.

A certificação da maçã catarinense, aliada ao controle rigoroso de pragas, ampliou mercados e fortaleceu a reputação da fruticultura estadual. Programas como o e-Origem, que alcança 6.569 produtores em 282 municípios, ampliaram a rastreabilidade e a transparência ao consumidor.

Educação sanitária amplia alcance

As ações educativas da companhia também ganharam escala em 2025. O Projeto Sanitarista Júnior atendeu 120 escolas e 4.500 estudantes, enquanto o Sanitarista Acadêmico alcançou 1.512 alunos do ensino técnico e superior. Ao todo, mais de 75,8 mil pessoas foram impactadas por ações educativas ao longo do ano.

Estudantes participam de atividade educativa do Projeto Sanitarista Júnior durante visita técnica a agroindústria, acompanhados por profissional da área sanitária.
O projeto Sanitarista Júnior desenvolveu ações educativas em sala de aula e em campo. Foto: Reprodução – Ascom/Cidasc

Modernização, governança e reconhecimento

Internamente, 2025 foi marcado por avanços estruturantes. Após mais de duas décadas, as contas da Cidasc foram aprovadas sem restrições, refletindo o fortalecimento dos controles internos, da gestão de riscos e da governança corporativa.

A empresa também avançou na modernização da fiscalização do trânsito agropecuário com o Programa Invicta, que recebe R$ 40 milhões em investimentos e incorpora inteligência de dados, vigilância eletrônica e equipes móveis, tornando o controle sanitário mais eficiente e estratégico.

Na gestão de pessoas, foi aprovado concurso público para reposição de vagas decorrentes do PDVI, além de avanços no Plano de Cargos, Carreiras e Salários e no incentivo à pesquisa, com bolsas em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina – Fapesc. A atuação técnica da companhia recebeu ainda reconhecimento internacional, com auditorias e visitas de missões do Japão, Chile e Peru, que validaram o sistema catarinense de defesa agropecuária.

Atuação estratégica a serviço de Santa Catarina

Com presença em todo o território catarinense, a Cidasc atua como braço técnico do Governo do Estado na proteção da agropecuária, da saúde pública e da economia. Em 2025, a companhia demonstrou capacidade de entregar resultados concretos, gerar valor econômico, abrir mercados, proteger produtores e garantir alimentos seguros à população.

O conjunto das ações reforça a empresa como instrumento estratégico de desenvolvimento, essencial para manter Santa Catarina como referência nacional e internacional em sanidade, qualidade e competitividade agropecuária.

Para a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, os resultados refletem uma atuação técnica consistente e alinhada às prioridades do Governo do Estado. “Os números alcançados em 2025 demonstram que a defesa agropecuária é um investimento estratégico para Santa Catarina. Cada ação de fiscalização, certificação, inspeção e educação sanitária executada pela Cidasc protege a saúde pública, dá segurança ao produtor e abre mercados para os produtos catarinenses”, afirma.

Representante da Cidasc apresenta painel sobre a evolução do status sanitário da febre aftosa em evento institucional, com bandeiras do Brasil e de Santa Catarina ao fundo.
A presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, apresentou os resultados da sanidade agropecuária em missão ao Japão. Foto: Reprodução – Ascom/Cidasc

Ela destaca ainda os avanços institucionais. “Avançamos de forma significativa na modernização da gestão, no fortalecimento da governança, nos controles internos e na valorização dos profissionais. A aprovação das contas sem restrições, após mais de duas décadas, simboliza esse novo momento da empresa”, conclui.

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