FIESC faz balanço de 2025 e aponta desafios e prioridades para a indústria em 2026
Federação destaca capacidade de adaptação do setor industrial catarinense e aponta competitividade, inovação e qualificação como prioridades para o próximo ano
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) fecha o ano de 2025 com um balanço marcado pela resiliência da indústria catarinense, mesmo diante de um cenário econômico desafiador. O presidente da entidade, Gilberto Seleme, avaliou o desempenho do setor ao longo do ano e apontou os principais desafios para 2026.
Ler resumo da notícia
A FIESC faz balanço de 2025 destacando a resiliência da indústria catarinense em um cenário desafiador, com crescimento de 3% na produção e baixa taxa de desemprego, e aponta como prioridades para 2026 logística, infraestrutura, qualificação profissional, tecnologia e produtividade, reforçando a competitividade do setor
Seleme assumiu a presidência da FIESC em agosto de 2025, em um contexto de impactos provocados por tarifas internacionais, especialmente dos Estados Unidos, além da alta dos juros no Brasil. Ainda assim, a produção industrial de Santa Catarina registrou crescimento próximo de 3% até outubro, e o Estado manteve o menor índice de desemprego do país, com taxa de 2,2%. Em 2025, ano em que a FIESC completou 75 anos, a entidade reforçou sua atuação em defesa do setor produtivo.
Segundo o presidente, a capacidade de adaptação das empresas foi determinante para a manutenção da relevância econômica da indústria catarinense ao longo do ano, diante das oscilações do mercado, do aumento de custos e de um ambiente de negócios mais complexo.
“Realizamos ações fortes, especialmente na qualificação da mão de obra por meio do SENAI e do SESI. Nós chegamos à conclusão que nós tínhamos um papel muito importante, a FIESC através do SESI e o SENAI, fazer o DesTarifaço. E que tínhamos que apoiar o empresário, não apenas com recursos, mas oferecendo suporte técnico e até apoio psicológico, por meio das equipes de saúde do SESI”, destacou.

Ao projetar 2026, Seleme afirmou que os desafios permanecem e devem exigir ainda mais planejamento, inovação e competitividade das empresas. Entre as prioridades estão investimentos em logística, infraestrutura, qualificação profissional, tecnologia e aumento da produtividade.
“A indústria e o comércio estão crescendo mais rápido do que a infraestrutura. Por isso, é fundamental investir de forma eficiente. O Estado precisa ser tão eficiente quanto a indústria”, afirmou.
Apesar das incertezas do cenário econômico, a avaliação da FIESC é de que a indústria seguirá como um dos principais motores da economia catarinense em 2026, contribuindo para a geração de empregos, renda e desenvolvimento no Estado.
Relacionadas
Governo de SC lança edital para eventos de inovação
Microempresas geram 60,5% dos empregos em Santa Catarina
TRE-SC alerta para prazo de regularização eleitoral até 6 de maio